| A orquestração dos Solistas |
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| Escrito por Valdir Grandini Alvares | |
| Seg, 21.05.2007 00:00 | |
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Nos teatros da Grécia antiga, "Orquestra" definia o espaço circular destinado aos músicos, aos coros e à representação, cercado por arquibancadas dispostas em semicírculos concêntricos de 270°. Dos gregos temos a arquitetura generosa, pensada para que o palco se localize em relação ao público, proporcionando a melhor visão e audição: trata-se de uma cultura preocupada em partilhar a participação. Na cultura ocidental que herdamos, a palavra "Orquestra" exprime conjunto de músicos instrumentistas. Se falamos "Orquestra de Câmara", faz-se referência a um conjunto com reduzido número de instrumentos, na maioria de cordas, dedicado à execução esmerada e harmoniosa da música. Da evolução da cultura ocidental vem a busca de uma excelência, de um refinamento, de uma perseguição inquieta na relação do homem com o som. A junção das duas vertentes encontramos nos "Solistas de Londrina". Além da artesania sonora da melhor música ocidental, partilham a preocupação vinda dos gregos antigos, buscando nas igrejas de Londrina a acústica adequada à música e o público de pessoas que, afastadas das chamadas "salas de espetáculos", talvez nunca pudessem participar de um concerto, mas que sempre os recepcionam com ouvidos atentos, olhos capazes de chorar e corações capazes de entender música para além dos códigos da erudição. Os "Solistas de Londrina" são parceiros da Rede Cidadania e Rede Alegria, nesse trabalho que hoje nos faz únicos aos olhos do Brasil, propondo uma cidade onde o cidadão possa comungar das linguagens artísticas, como expectador ou como criador, amplamente. Valdir Grandini Alvares – Coordenador do Programa Rede Cidadania
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| Última atualização ( Qua, 23.05.2007 23:22 ) |


